Pular para o conteúdo principal

Edição 130 (jul/18) do Jornal Falando de Dança: leia o edital de Leonor Costa

O Jornal Falando de Dança publica, desde o primeiro ano de sua fundação, textos de pesquisadores e profissionais da dança sob o tema syllabus. 

A primeira menção foi na edição 5, de março de 2008. Em artigo de Luís Florião, falava-se da importância dos professores de forró trabalharem por uma denominação comum aos comandos da roda de forró (ou forrada, ou, ainda forró cassino, como também se conhece atualmente). Dizia Florião em seu texto: “o mais importante é que ela [a nomenclatura] seja nacional, de forma que possamos dançar com os mesmos passos e nomes em qualquer lugar do país e do mundo, tornando-a mais integradora e ainda mais viável para o ensino e o aprendizado. Para termos um movimento nacional, em vez de um modelo em cada escola”.  Este movimento no âmbito do forró de roda chegou a ter boa aceitação nos anos de 1990, mas em dado momento caiu no esquecimento e vemos, hoje, academias que até registram sequências coreográficas e nomes de comandos. 


Para Carla Salvagni, as iniciativas de ter passos registrados como propriedade são inúteis, pois a dança de salão é uma “cultura viva”. Ou seja, graças à criatividade dos dançarinos e às alterações nos repertórios dos bailes, ela está em constante modificação. “Não creio que faça muita diferença um professor registrar o nome de uma dança ou passo. Se a dança ou o passo for bom, vai ser amplamente praticado e passa a ser de domínio público, todo mundo pratica e não se preocupa em saber de onde veio”, disse Carla em entrevista ao JFD, publicada em maio de 2008 (ed. 07). E explificou: “Eu mesma já crie muitas figuras, que ‘batizei’ com o nome que foi conveniente no momento. Talvez alguém tenha inventado o mesmo passo, talvez em outra cidade, e tenha dado outro nome”.  Anos depois, Carla voltou ao tema em novo artigo para o JFD, publicado na edição 65, e que é agora reproduzido, para integrar esta edição especial sobre o Syllabus. Além do texto de Carla, trazemos o texto de Marco Antonio Perna, sobre o syllabus do samba, e o texto desta editora, sobre o syllabus do bolero. 

A APDS foi o destaque
principal da ed 130
A abordagem sobre o syllabus veio em consequência dos encontros promovidos no Centro Coreográfico pela Associação dos Profissionais e Dançarinos de Salão do RJ - APDS/RJ, que tem regularmente abordado esta temática, defendendo a adoção de uma lista de movimentos e nomenclaturas básicos, não para engessar, mas para nortear o ensino da dança de salão. Por essas e outras iniciativas, a instituição foi escolhida este ano para receber o Diploma Heloneida Stuart de Cultura, destaque de capa desta edição.

Outro destaque desta edição é o artigo de Antonio Aragão, alertando os produtores culturais do segmento para uma efeméride que valerá a pena comemorar: os 200 anos da Indenpendência do Brasil. 

Já Maristela Zamoner nos traz mais uma pérola de suas pesquisas em periódicos do século 19: a revelação de que já naquela época existiam bailes infantis. 

E Milton Saldanha nos fala da rivalidade no futebol entre Brasil e Argentina, rivalidade essa que desaparece aos primeiros acordes de um belo tango.

Trazemos ainda notícias sobre editais abertos, resultados de competições, ações na área de políticas culturais, além da tradicional coluninha social e de nosso roteiro de bailes.

E por falar em bailes, triste notar que o Dia do Dançarino de Salão está retornando ao ostracismo. Apenas Gustavo Loivos, vice-presidente da APDS/RJ, noticia aqui um baile comemorativo da data. Incrível como nosso segmento, com uma data para chamar de sua no calendário oficial tanto do Estado do RJ quanto do Município, deixa passar em brancas nuvens esse gancho tão interessante para baile temático. Mas, enfim, o mês está apenas começando e, também, não nos chega sempre com antecedência a programação de bailes dos principais salões. Vamos levar fé. Enquanto isso, relaxe com nossa leitura e escolha um bom programa em nosso roteiro de bailes.
_____________________________
Leonor Costa é editora do Jornal Falando de Dança e diretora cultural da APDS/RJ

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Dançando na natureza: Pousada Faraó

Dia 31/05 fomos tomar café da manhã com Margarida Mittelbach, na Pousada A Marca do Faraó, em Cachoeiras de Macacu.





Uma promessa antiga agora cumprida, pois há muito a Margarida nos convida para conhecer as instalações de sua pousada, onde organiza trimestralmente um final de semana com oficinas de dança, bailes e atividades de lazer.








Realmente, um lugar aprazível, com lago com caiaque, lago para pesca, cachoeira, rios, boliche, sauna, jogos de mesa, enfim, toda uma infra-estrutura de pousada.











Mas, como estamos tratando com amantes da dança, todas essas opções de lazer eram supérfluas pois o que importava mesmo eram as aulas, em três ambientes distintos, onde se revezaram os professores Juarez (Itaguaí), Edu Cigano (Friburgo), Carlinhos (Jaime Arôxa Niterói), Valdeci de Souza e Jimmy de Oliveira.

A dança como inclusão social

Dia 5, sexta-feira passada, fomos convidados por Sheila Aquino para a pré-estréia do espetáculo "Ensaio Geral”, dirigido a familiares do elenco, imprensa e convidados especiais. A apresentação foi no Teatro do Espaço Criança Esperança, em Ipanema, e inspirou-me a fazer esta matéria especial sobre a impressionante estrutura do local e suas atividades dirigidas à comunidade.

Um local privilegiado
Erguido na encosta do morro do Cantagalo, o edifício que abriga o Espaço Criança Esperança (ECE) do Rio de Janeiro foi o outrora Panorama Palace Hotel, com entrada pela Rua Alberto de Campos 12. Com magnífica vista para a Lagoa Rodrigo de Freitas e seu entorno, o hotel possuía sete elevadores (hoje com três ainda em funcionamento), quadras, piscinas, salões e teatro.
Com o advento da Revolução Militar de 31/03/1964, os acionistas estrangeiros abadonaram o empreendimento e as dívidas com impostos estaduais e municipais foram aumentando, até que foi a leilão, em 1982. Quando Leonel Brizola foi …

Veja aqui o roteiro de bailes e eventos de julho/18, dos patrocinadores e apoiadores da ed. 130 do JFD

S E G U N D A S
Baile da Melhor Idade do Club Municipal Na Tijuca, todas as segundas, das 16 às 20h. Inf.: 2569-4822 Banda Sol e Mar no Mauá de São Gonçalo Dia 09/07, das 18 às 22h, comemorando o aniversário do prof. Genilton Muniz. Dançarinos de Apoio. Inf. 97353-8170.
T E R Ç A S
Baile da Conceição da Bahia Na Tijuca, Inf.: 2288-2087 / 9-9679-3628. Tijuca Tênis Clube Inf. (21) 3294-9300. Terça dançante da Gaúcha Toda terça, 20h, na churrascaria Gaúcha. Inf. 2558-2558. V. anúncio nesta edição. Baile do Studio de Dança Flávio Marques No Centro do Rio, toda terça, 12h. Inf. 2223-0530 / 9.9745-2305. Baile de tango no Studio Marquinhos Copacabana Às terças, 19h. Inf. 981-795-710.
Q U A R T A S
Quarta dançante na Gaúcha Toda quarta, 20h, na Churrascaria Gaúcha. V. anúncio nesta edição. Inf. 2558-2558. Dançando na Quarta Na Tijuca, Casa dos Poveiros. Inf. 2578-4361 / 7830-3009. Quartas Democráticas Na Lapa, toda quarta, no Clube dos Democráticos, forró ao vivo. Inf. 2252-4611. Baile dos Amigos da Dança, na Taq…