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BLOG FALANDO DE DANÇA, BY LEONOR COSTA

quarta-feira, 13 de março de 2013

Um pouco de história: conheça o antigo Cine Vitória, que foi transformado na segunda Mega-Store da livraria Cultura do RJ


Antes e depois da transformação / Foto. Divulgação

Após anos de abandono, no local foi inaugurada em 2012 a segunda Mega-Store da livraria Cultura na cidade do Rio de Janeiro.

Tendo 3.300 m² e com um pé-direito alto, há quem cogite a criação de uma quarta filial do Teatro Eva Herz aos moldes da Livraria Cultura de São Paulo, Salvador e Brasília.

O Cine Vitória foi uma sala de cinema na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro, na Rua Senador Dantas, 43, 45 e 47, esquina com Rua Alcindo Guanabara.

Sobre:

Inaugurado em 12 de agosto de 1942, o cine vitória foi amplamente anunciado pelo grupo Luiz Severiano Ribeiro em diversos jornais da época, como um novo e confortável cinema, incluindo lançamentos de primeira da empresa. A estreia foi feita com o filme O Grande Ditador.

Segundo as propagandas anteriores a estreia do cinema, o Vitória nasceu para ser o exibidor dos grandes filmes, em conjunto com o São Luiz e Carioca. Matérias da época indicavam que o cinema já preparava a exibição de filmes como: Com qual dos dois, Pernas provocantes, Aconteceu em Havana e Vendaval de Paixões.

Com o passar dos anos o Cine Vitória passou a ser conhecido como um cinema de filmes pornográficos.

Em 1985 o grupo Luiz Severiano Ribeiro, proprietário do cinema, buscou reverter este quadro.

O cinema recebeu investimentos em equipamentos para exibição de filmes em 3D, como lente objetiva especial, telas metalizadas e grossas de óculos polaroides foram importadas.

A nova investida começou com Tubarão III que levou ao cinema frequentadores que há muitos anos não colocavam o pé no local, devido ao tipo de filmes que o cinema vinha exibindo nos últimos anos.

Mas a comemoração não durou muito tempo, pois o público tradicional sumiu, fazendo o cinema ter uma enorme queda de frequentadores.

Assim, o proprietário decidiu: Ao fim de Tubarão III o cinema iria exibir Sexta-Feira 13 em 3D, mas logo em seguida O Tesouro das Quatro Coroas, um filme pornográfico em 3D.

A imagem do cinema estava tão associada ao gênero que no Jornal de Brasil de 28/09/88, caderno B, em uma matéria sobre apelação na tv, pode-se observar o seguinte protesto por escrito: "... A Manchete, então, em matéria de apelar, está na maior. Olho no olho deveria passar no Cine Vitória, ou nos cinemas pornôs da praça Tiradentes..."

Em 1988 o cinema chegou o local de exibição de um filme para crianças que pela primeira vez frequentavam um cinema.

As 300 crianças carentes assistiram o filme A dança dos bonecos, através do projeto A Escola vai ao Cinema. Enquanto que em dias normais o cinema exibia ao filme O Dia do Gato, de David Cardoso

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